Projeto de Lei nº 44 de 12 de Março de 2025
JUSTIFICATIVA
Nos últimos anos, o furto, roubo e a receptação de cabos, fios e diversos outros materiais metálicos têm-se transformado em um dos tipos mais comuns de crime nos grandes centros urbanos. Esta modalidade criminosa destina-se ao comércio de transformadores, geradores, fios, cabos e materiais metálicos utilizados por concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de telefonia e energia, peças de cobre, bronze e outros metais oriundas de cemitérios, placas de sinalização de trânsito, tampas de poços de visita, tampas de bueiros, hidrômetros, entre outros. Fora os evidentes prejuízos materiais causados a particulares e à administração pública, há também um enorme revés causado à população, que muitas vezes fica privada de serviços essenciais.
A regulamentação da compra e venda, bem como do transporte e armazenamento de metais ferrosos e não ferrosos, como cobre e alumínio, é uma medida essencial para coibir furtos e receptação desses materiais. Esses metais possuem alto valor no mercado negro, o que torna o seu roubo um crime recorrente em muitas regiões. A justificativa para essa regulamentação inclui:
I - Prevenção de crimes: A regulamentação ajudaria a rastrear o fluxo desses metais, dificultando o escoamento de materiais furtados. Com o controle das transações, é possível verificar a procedência dos metais e identificar atividades ilícitas, como o desvio de materiais de locais como obras, indústrias e infraestruturas públicas.
II - Reforço da fiscalização: Estabelecer normas claras para a compra, venda, transporte e armazenamento desses metais permitiria uma fiscalização mais eficaz por parte das autoridades. A implementação de licenciamento para comerciantes e transportadores cria um ambiente mais seguro e transparente, tornando a rastreabilidade dos materiais mais acessível e eficiente.
III - Combate à receptação: Sem regulamentação, o mercado de metais pode ser facilmente alimentado por materiais furtados e vendidos como se fossem legítimos. A regulamentação exige que os compradores registrem informações sobre a origem dos materiais, dificultando a comercialização de itens roubados e aumentando as chances de identificação dos receptadores.
IV - Segurança pública: O furto de metais não ferrosos como cobre e alumínio, além de
impactar a economia, também afeta a infraestrutura básica de serviços essenciais, como energia elétrica, telecomunicações e transporte. A regulamentação do setor contribui para a segurança pública ao reduzir os danos a esses serviços e proteger bens públicos e privados.
V - Estímulo à cadeia produtiva legal: A regulamentação ajuda a estimular um mercado formal, onde empresas e indivíduos possam negociar de maneira legal e fiscalizada, ao invés de recorrer a práticas ilícitas que prejudicam a competitividade do mercado e a confiança do consumidor.
Portanto, uma regulamentação eficiente não só combate à criminalidade, mas também organiza o setor, garantindo a segurança e o desenvolvimento de uma economia mais justa e sustentável no comércio de metais ferrosos e não ferrosos.